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DIREÇÃO DO HOSPITAL DE CANGUÇU EXPLICA A SITUAÇÃO PRECÁRIA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Publicado em 20/07/2015 - 16:09
DIREÇÃO DO HOSPITAL DE CANGUÇU EXPLICA A SITUAÇÃO PRECÁRIA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Realizou-se uma Audiência Pública na quarta-feira (15/07) às 14 horas no Plenário da Câmara de Vereadores, proposta pelo Ver. Cledemir Oliveira (PSDB), que tratou sobre a situação precária do Hospital de Caridade de Canguçu, onde compareceram o Prefeito Municipal Gerson Cardoso Nunes, o Presidente da OAB de Canguçu Arlei Idiarte, o Tesoureiro do Hospital de Canguçu Mário Fonseca e a Diretora Administrativa Raquel Canez, depois a Secretária de Saúde Luciane Bastos foi chamada para compor a mesa.

Mário falou sobre a situação difícil de muitos hospitais no Rio Grande do Sul, e que no último mês houve uma queda no repasse do Governo do Estado para o hospital, pois recebeu apenas 86 mil para pagar as despesas, porém o gasto é mais alto com água, luz, medicamentos e equipamentos, além dos funcionários e médicos, ao todo a folha de pagamento é de R$ 310 mil. A grande preocupação do tesoureiro são que os remédios da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) são mais caros e não tem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e há um grande investimento na UTI que serve de referencia no Estado e em vários municípios próximos.

Reconheceram a ajuda prestada pela Prefeitura e a Câmara de Vereadores, onde são repassados R$ 133 mil do executivo e R$ 25 mil do legislativo, que é utilizado para pagar parte da luz consumida no mês.

O Dr. Arlei Idiarte mencionou que dia 28 de julho acontecerá uma reunião com o Vice Presidente da OAB, juntamente com o Prefeito e a direção do hospital para que se discuta a situação atual e se tome alguma medida, para tentar solucionar o problema.

O Município quanto a Secretaria de Saúde mostrou-se parceiro em ajudar a atender a população prestando o serviço básico,  e ao final da Audiência Pública foi acertado que irão aguardar até sexta-feira (17/07) para ver se irá sair o empréstimo, onde aplicaram no pagamento dos funcionários, caso contrário o hospital fechará por alguns dias, e atenderá somente quem já está internado, as pessoas que precisarem de internação serão encaminhadas para outros locais. ´

Depois, a Câmara de Vereadores juntamente ao Ministério Público entrará com uma ação civil pública contra o Estado, para que se cumpra o contrato e se repasse as verbas citadas no mesmo, para que se garanta o repasse nos próximos meses e depois os atrasados. Assim, será feito em relação ao município, para que através de ações judiciais possam utilizar os recursos que sobrarem para investir no Hospital de Caridade Local.

Matéria: Antoniéla Fonseca (Estagiária de Jornalismo).