Questões relacionadas aos serviços de esgoto e abastecimento de água em Canguçu motivaram uma audiência pública da Câmara Municipal na última quarta-feira (3). O debate reuniu representantes da CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento), do Executivo, do Legislativo, da OAB e da comunidade local.
Proposta pelo vereador Darci Ropke (Progressistas), a audiência teve como foco a atual situação da represa, localizada próxima ao Ginásio Municipal de Esportes, uma das principais fontes de captação de água para abastecimento. Durante o encontro, foram apresentados vídeos do local, mostrando pontos de despejo de esgoto e demais situações consideradas preocupantes para os moradores da região.
Representantes da CORSAN afirmaram que o esgoto tratado atende às exigências ambientais e destacaram também que a água distribuída à população segue os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. A empresa, no entanto, reconheceu a existência de contribuições irregulares de esgoto chegando à represa e informou que trabalha em conjunto com a Prefeitura para buscar alternativas que permitam ampliar a coleta e reduzir os impactos no manancial.
Ao longo da sessão, diversos vereadores relataram demandas recebidas da população sobre saneamento básico, qualidade da água e cobrança de tarifas. As manifestações reforçaram a necessidade de investimentos em infraestrutura e de ações voltadas à preservação da represa.
Compuseram a mesa o vereador Darci Ropke (Progressistas), proponente da audiência; o vereador Ritiéli Sampaio (Republicanos); o prefeito municipal Arion Braga (Progressistas); o gerente institucional da CORSAN, André Borges; o gerente de operações da CORSAN, Rodolfo Fuchs; o coordenador de operações da CORSAN, Gustavo Rockenbach; e o presidente da OAB de Canguçu, Miguel Lessa.
A audiência pública resultou no compromisso assumido pela Prefeitura e pela CORSAN de avançar na busca por soluções para impedir o lançamento de esgoto na represa, incluindo estudos para ampliação da coleta na região e diálogo com moradores do entorno do manancial. O encontro também reforçou a necessidade de acompanhamento dos investimentos e das metas previstas no contrato de concessão, ampliando o debate e a transparência sobre o tema.
Matheus Goularte / Assessoria de Imprensa